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O episódio registrado na Base Uberaba da Guarda Civil Municipal (GCM), em Itaquaquecetuba, na noite de 2 de setembro, deixou de ser tratado como um fato isolado. Diante da repercussão do caso e dos relatos envolvendo a atuação do secretário municipal de Segurança, o SINSERI (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itaquaquecetuba) protocolou, dia 11 de setembro, o Ofício nº 161/SINSERI/2026 junto ao prefeito Eduardo Boigues.
O documento cobra providências, esclarecimentos e diálogo com o Executivo, além de apontar preocupação com a forma de tratamento dispensada aos Guardas Municipais e os possíveis reflexos sobre toda a corporação.
EPISÓDIO ACENDE ALERTA SOBRE RELAÇÃO COM A TROPA
A situação teve início após uma reclamação de munícipes envolvendo dois GCMs em serviço. Na sequência, o secretário de Segurança teria comparecido à Base Uberaba acompanhado do comandante e do subcomandante da corporação. Houve uma abordagem considerada agressiva, intimidatória e incompatível com a postura esperada de um superior hierárquico.
NÃO É A PRIMEIRA VEZ que recebemos reclamações de integrantes da Guarda relacionadas à forma de abordagem adotada pelo secretário, motivo pelo qual consideramos necessário analisar o episódio dentro de um contexto mais amplo, sem antecipar qualquer julgamento sobre responsabilidades.
DEFESA DO SERVIDOR EXIGE RESPEITO AO DEVIDO PROCESSO
No ofício, o Sindicato ressalta ainda um ponto central: qualquer denúncia envolvendo Guardas Municipais deve seguir os procedimentos administrativos adequados, com apuração pela instância competente, direito ao contraditório e ampla defesa. Consideramos inadequada a exposição pública de Servidores antes da conclusão dos fatos e alerta sobre os impactos profissionais e psicológicos provocados por situações de constrangimento, pressão excessiva ou confronto dentro do ambiente de trabalho.
A preocupação ganha peso diante da própria natureza da atividade dos GCMs, profissionais submetidos diariamente a situações de tensão e responsáveis pela segurança da população.
SINDICATO QUER RESPOSTAS E MUDANÇA DE CONDUTA
Entre as medidas formalizadas, o SINSERI solicita reunião com o prefeito Eduardo Boigues, esclarecimentos sobre as providências adotadas pelo Executivo após o episódio e orientação aos secretários municipais, com o objetivo de impedir a repetição de condutas semelhantes. Ao levar o caso oficialmente ao Governo, a entidade reforça seu papel na defesa da dignidade, da integridade e dos direitos dos Servidores.
Mais do que uma resposta sobre um episódio específico, o Sindicato espera uma posição capaz de restabelecer um ambiente profissional pautado pelo respeito, pelo equilíbrio hierárquico e pela segurança de quem atua diariamente em nome do município.

